PARÓQUIA S. MIGUEL DE QUEIJAS

igreja1 vitral1 igreja2 Auditorio vitral2 vitral4 igreja3 vitral3 Slide Cspq1 Slide cspq7 Slide igreja4 Slide cspq3 Slide cspq5 Slide pinturas Slide cspq8 Slide vitral5 Slide cspq6 Slide cspq2 Slide cspq4

Semana Santa

SemSanta

> Domingo- de Ramos: 10h30 - bênção dos Ramos junto ao Mercado de Queijas;
> Segunda
feira Santa: 21h00 - Confissões;
> Quinta-feira Santa: 21h30 - Missa da Ceia do Senhor e Adoração até às 24h00;
> Sexta-feira Santa:  10h00 - Ofício divino;
                                    15h00 - Adoração da Cruz;
                                    21h00 - Via-sacra pelas ruas de Queijas;
> Sábado Santo: 22h00 - Vigília Pascal (baptismo dos catecúmenos);
> Domingo de Páscoa: 10h30 - Missa de Ressurreição; (9h30: Linda-a-Pastora)
.


A SEMANA SANTA é o ponto culminante de todo o ano litúrgico. Nela celebramos os acontecimentos mais importantes do Mistério Pascal: paixão, morte e ressurreição de Jesus. Inicia-se com a recordação da entrada triunfante do Senhor em Jerusalém (Domingo de Ramos), continua com a bênção das Santos óleos e a evocação da instituição do Sacramento da Eucaristia (Quinta-feira Santa), seguindo-se a celebração do Mistério da Cruz (Sexta-feira Santa), culminando com a celebração sacramental do Baptismo e da Eucaristia que são o centro da Vigília Pascal e a meta de toda a Quaresma.

É por isso importante que os fiéis tenham consciência do profundo significado que têm para as suas vidas os mistérios que se celebram nestes dias, dispondo-se a viver intensamente a Páscoa de Cristo.

1. Domingo de Ramos da Paixão do SenhorRam05a

A Liturgia deste Domingo reveste-se de dois aspectos, à primeira vista contraditórios. Fala-nos de triunfo e glória, para, logo a seguir, nos falar em sofrimento e paixão.

Reunindo acontecimentos tão contrastantes, a Liturgia não tem outro intento senão apresentar-nos a figura de Jesus, no seu aspecto de Rei messiânico e, ao mesmo tempo, de Servo do Senhor. Na verdade, a entrada triunfal em Jerusalém conduz à Paixão do Salvador. Mas, por outro lado, a Paixão só é plenamente compreendida por aquele que reconhece o carácter messiânico de Jesus Cristo.

A partir de agora, ficamos, pois, a saber que o Mistério Pascal, pelo qual conhecemos a purificação do pecado e a reconciliação com Deus, tem dois momentos – um de sofrimento, outro de glória. A morte é apenas um aspecto do Mistério total da Páscoa: não é um termo, mas uma passagem para a vida. O caminho, pelo qual o Servo do Senhor se dirige a Jerusalém, com efeito, está já iluminado pelos clarões da Ressurreição.

Mas ficamos  também a saber que Jesus se encaminha para a morte, voluntariamente, numa total liberdade, em amorosa entrega aos homens.

2. O Sagrado  Tríduo Pascal

Desde os primeiros séculos, a Igreja celebra o mistério da salvação, nas suas três fases (Paixão, Morte e Ressurreição), no decorrer de três dias, que constituem o ponto culminante do ano litúrgico.JC5f41a

Este Tríduo Pascal começa com a Missa Vespertina de Quinta-Feira Santa, tem o seu momento mais alto na Vigília Pascal e termina com as vésperas do Domingo da Ressurreição.

Deste modo, não podemos identificar a Páscoa apenas com o Domingo da Ressurreição. Isso seria mutilar uma realidade extremamente rica e reduzir-lhe as dimensões. O plano divino da Salvação em Cristo não pode fragmentar-se, mas deve ser considerado como um todo único.

Compreende-se,  portanto, a importância deste Tríduo Pascal, quer na liturgia, quer na vida da Igreja. Dele derivam todas as outras solenidades, que não são senão reflexo, ecos deste acontecimento salvífico, de modo que o culto cristão é um culto pascal. Nele tem o seu centro de convergência e de irradiação a vida da Igreja, pois «ao Mistério cristão culmina e compendia-se no Mistério Pascal, que dá cumprimento à História da Salvação e à missão d e Israel, enquanto inaugura, com os tempos messiânicos, a existência histórica da Igreja» (Dalmais).

O Tríduo Pascal, pelo qual se aplica aos homens a perene eficácia do Mistério da Redenção, deve ser vivido plenamente. Nestes três dias, unidos ao Salvador, percorramos o seu itinerário tornando-nos solidários com ele na Paixão e na Morte, para o sermos na Ressurreição.

3. Quinta-feira Santa – Missa Crismalchrisma

Toda a eficácia dos Sacramentos deriva do Sacrifício de Cristo (SC 62), que se renova e continua pela Eucaristia. Por isso, a Igreja consagra o Santo  Crisma para as unções do Baptismo e da Confirmação e benze os Óleos tradicionalmente chamados dos catecúmenos e dos enfermos, na Missa celebrada pelo Bispo, na igreja catedral, na manhã de Quinta-Feira Santa.

É este um rito próprio do Bispo, como sucessor dos Apóstolos e o primeiro servidor da Igreja local, em volta do qual se reúnem, para com ele celebrar a Eucaristia, os Sacerdotes dos diversos lugares e ministérios da Diocese, numa prova de unidade eclesial. Através dos Santos Óleos, por ele benzidos nesta Missa Crismal e pelos Sacerdotes levados para todas as paróquias, o Bispo «fundamento da unidade da sua Diocese» (LG 23), estará presente ao Baptismo, à Confirmação, à Unção dos Enfermos. Unidos no único Sacerdócio de Jesus Cristo, Bispos e Sacerdotes são, porém, simples instrumentos, «servos do Mistério». Quem, por intermédio deles, age na Igreja é o Espírito de Jesus, o Espírito Santo, como o sublinha toda a liturgia da Missa Crismal. Renovando, na Missa Crismal, o seu compromisso de serviço à comunidade dos crentes, os Sacerdotes reafirmam o seu desejo de fidelidade ao Espírito Santo, que receberam com a imposição das mãos.

4. Quinta-feira  Santa  –  Ceia do Senhor

Seguindo um rito evocdd108aativo das grandes intervenções salvíficas de Deus, os Apóstolos celebravam a Ceia pascal, sem pressentirem que a nova Páscoa havia chegado.

 Essa Ceia, contudo, s  erá a última, pois Jesus, tomando aquela simbólica refeição ritual, dá-lhe um sentido novo, com a instituição da Eucaristia.

Misteriosamente antecipa ndo o Sacrifício que iria oferecer dentro de algumas horas, Jesus põe fim a todas as “figuras” converte o pão e o vinho no Seu Corpo e Sangue, apresenta-Se como o ve rdadeiro cordeiro pascal – o «Cordeiro de Deus» (Jo 1,29).

O Sacrifício da Cruz, c om o qual se estabelecerá a nova Aliança, não ficará, pois, limitado a um ponto geográfico ou a um momento da história pelo Sacrifício Eucarístico, perpetuar-se-á, “pelo decorrer dos séculos até Ele voltar” (SC 47). Comendo o Seu Corpo imolado e bebendo o Seu Sangue, os discípulos de Jesus farão a sua oferenda de amor e beneficiarão da graça, por ela alcançada aos homens. “Pela participação no Sacrifício eucarístico, fonte e centro de toda a vida cristã, oferecem a Deus a vítima divina e a si mesmos juntamente com ela” ( LG 11).

Para que este mistério de amor se pudesse realizar, Jesus ordena aos Apóstolos que, até ao Seu regresso, à Sua semelhança e por Sua autoridade, operem esta transformação ficando assim participantes do Seu mesmo Sacerdócio.

Nascido da Eucaristia, o Sacerdócio tornará portanto actual, até ao fim dos tempos, a obra redentora de Cristo. Sendo a Eucaristia a obra prima do amor de Jesus, a prova suprema do Seu amor (Jo 13,1), compreende-se agora bem porque é que Ele escolheu a última Ceia para fazer a proclamação solene do Seu mandamento, o de «nos amarmos uns ao outros», o mandamento novo, «que resume toda a lei».

5. Sexta-feira SantaPaix127a 

A paixão do Senhor, que não pode tomar-se isoladamente como um facto encerrado em si mesma, visto ser apenas um dos momentos constitutivos da Páscoa, só pode compreender-se, interpretar-se à luz da Palavra divina. Por isso, a Liturgia começa por nos introduzir, por meio de Isaías, de S. Paulo e de S. João, no mistério do sofrimento e morte de Jesus.

A essa luz, a Paixão do Servo sofredor aparece-nos como uma obra de expiação em favor da humanidade, realizada com plena, total e soberana liberdade. E Jesus surge-nos não apenas como Vítima inocente e sofredora, mas também como Sacerdote. A sua morte tem valor sacrificial, é acto de mediação universal e causa de salvação. Não é tragédia, mas glorificação. A sua Cruz não é objecto de ignomínia, mas trono de glória.

Na posse do significado salvífico da Paixão, a assembleia cristã sente necessidade de se unir a esse acto sacerdotal de expiação e intercessão. Assim, a Liturgia da Palavra encerrar-se-á com uma solene oração, que abrange a humanidade inteira, pela qual Cristo morreu – uma oração verdadeiramente missionária.

A Cruz, “sinal do amor universal de Deus” (NA 4), símbolo do nosso resgate, domina a segunda parte da Celebração.
Levada, processionalmente até ao altar, a cruz é apresentada à veneração de toda a humanidade pecadora, representada pela assembleia cristã. Nela, nós adoramos Jesus Cristo, Aquele que foi suspenso na Cruz, Aquele que foi, que é “salvação do mundo”.
É a Ele também que exprimimos o nosso reconhecimento, quando beijamos o instrumento da nossa reconciliação.
Paix062
É a Ele que pedimos, neste momento, a força para levarmos a nossa cruz: “Suportando a morte por todos nós, ensina-nos, com o seu exemplo, qu e também devemos levar a cruz que a carne e o mundo fazem pesar sobre os ombros daqueles que buscam a paz e a justiça” (GS 38).

Depois da contemplação do mistério da Cruz (primeira  parte), depois da adoração de Cristo crucificado (segunda parte), a Liturgia vai introduzir-nos no mais íntimo do Mistério Pascal, vai pôr-nos em contacto com o próprio «Cordeiro Pascal».

Não se celebrou hoje a Eucaristia. No entanto, pela Comunhão do Pão que dá a Vida, consagrado em Quinta-Feira Santa, somos baptizados no Sangue de Jesus, somos mergulhados na Sua morte.
Assim unidos à fonte mesma da vida sobrenatural ficamos cheios de força para passarmos da morte do pecado à alegria da ressurreição.
Através do Corpo sacramental do Senhor crucificado e ressuscitado ficamos também mais unidos ao Seu Corpo Místico, isto é a Cristo que sofre e morre nos Seus membros.
Como o Senhor Jesus
 , também nós, devemos dar a vida pelos nossos irmãos (1Jo 3,16).

6. cirio_queijasVigília Pascal na Noite Santa  

A  celebração anual da Morte e Ressurreição do Senhor tem o seu ponto culminante na Vigília Pascal, coração da liturgia cristã, centro do ano litúrgico, a mais antiga, a mais sagrada, a mais rica de todas as celebrações, “a mãe de todas as vigílias” (Santo Agostinho).

Nesta “noite de vigília em honra do Senhor” (Ex 12,42) os cristãos reúnem-se para celebrarem, na esperança e na alegria, o grande acontecimento da salvação, pelo qual Je sus, depois do Seu aniquilamento voluntário, foi constituído “filho de Deus em todo o Seu poder” (Rom 1, 4), “Senhor da Glória” (1Cor 2,8), “Chefe e Salvador” (Act 5,31).

O Mistério Pascal não é, porém, estático, mas dinâmico. Não é um estado de Cristo, mas uma passagem, um movimento, em que é envolvido todo o Povo de Deus.

Por conseguinte, a espera dos cristãos, nesta noite santa, não se reduz à expectativa da comemoração dum facto histórico, objectivo e real. É a espera de Alguém. É a espera do Senhor, que volta, para nos levar a fazer a Sua passagem, a Sua Páscoa com Ele.

Misteriosa mente presente no meio da assembleia cristã, o Senhor Jesus renova, nesta grande acção sacramental, que é a Vigília, o Seu Mistério Pascal, inserindo-nos nele fazendo-nos assim passar com Ele das “trevas à Sua luz admirável” (1Ped 2, 9).baptismo2

Esta passagem da morte do pecado à vida da graça realiza-se, em primeiro lugar, pelo Baptismo. Ser baptizado é, na verdade, morrer com Cristo, para ressuscitar com Ele. “A água do Baptismo é o Mar Vermelho, que traga as forças do mal e liberta o Povo de Deus; é o sepulcro do Calvário, onde é deposto o homem corruptível e donde sai, vivo, o homem novo”.

Por isso, a Igreja, desde a mais alta antiguidade, pensou que o melhor meio de celebrar o Mistério Pascal era baptizar, nesta noite, os seus catecúmenos e levar os baptizados a reviver a própria ressurreição e a tomar consciência do seu nascimento como Povo de Deus.

Esta nova criação, surgida das águas do Baptismo, só no último dia, na Vinda do Senhor, passará da sua forma actual e perecível à forma definitiva e gloriosa. Por isso, nesta Vigília, os cristãos, conservando nas suas mãos as lâmpadas acesas (Lc 12,35ss), orientam, também, a sua espera para o momento do encontro com o Esposo, que vem (Mt 25, 13). 

7. Domingo de PáscoaDSC_0035bb

Cristo ressuscitou! Hoje é a Festa das Festas, o dia por excelência de Cristo Senhor, em que Ele, depois de ter passado pela morte, para conhecer tudo o que ela encerra de dor e humilhação, triunfou das trevas da morte para nunca mais morrer! 

Neste «dia que o Senhor fez», tem o seu termo, a sua coroação as grandes intervenções de Deus, as Suas diversas páscoas (passagens), ao longo da História da Salvação. 

Mas, ao mesmo tempo, tem início a nova criação. Com efeito, a palavra omnipotente de Deus, que chamou à vida imortal Jesus de Nazaré, Filho de Deus e Filho de Maria, fez surgir o homem novo, redimido pelo Cordeiro Pascal.

Com a Páscoa, nasce, portanto, o novo Povo de Deus, a Igreja, pela qual Cristo, entrado agora num novo modo de existência continua presente no meio do mundo, especialmente pela acção pascal dos Sacramentos e pelo dom do Espírito Santo. 

Com a Páscdd095oa, os cristãos animados pela vida nova, surgida no seio da “noite mais clara do que o dia”, vêem-se já transformados pela força mesma da Ressurreição. Apesar das  misérias e sofrimentos da humanidade, sabem que o nosso mundo tem um destino maravilhoso, o de ser Reino de Deus.

A Páscoa é assim fonte de  alegria, de optimismo e de esperança para o cristão. 

Abrindo perspectivas novas à nossa vida, introduzindo-nos já no mundo, cuja glória só se revelará, plenamente, na Vinda do Senhor, a Páscoa, porém, não nos faz sair do tempo e do espaço da realidade terrena.gir146

Pelo contrário, a Páscoa comunica ao cristão novas forças para trabalhar pela  construção dum mundo, em que o homem viva liberto não só do pecado, mas de todas as outras opressões: a fome, a doença, a ignorância, o fanatismo, o ódio, a guerra e todas as misérias.


 

 

Cateq 2018

Calendario Cateq

horariomissas



Patriarcado