PARÓQUIA S. MIGUEL DE QUEIJAS

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Pastoral Liturgica

Sim004

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Costumamos definir a Liturgia como "o exercício da função sacerdotal de Cristo. Nela, os sinais sensíveis significam e, cada um à sua maneira, realizam a santificação dos homens; nela, o Corpo Místico de Jesus Cristo – cabeça e membros – presta a Deus o culto público integral. Portanto, qualquer celebração litúrgica é, por ser obra de Cristo sacerdote e do seu Corpo que é a Igreja, acção sagrada por excelência, cuja eficácia, com o mesmo título e no mesmo grau, não é igualada por nenhuma outra acção da Igreja.» (Sacrosanctum Concilium 7)

A Liturgia é, ao mesmo tempo, obra de Cristo na Igreja e acção da Igreja em comunhão com Cristo, de tal modo que na celebração litúrgica, a Igreja é serva, à imagem do seu Senhor, o único 'Liturgo', participando no seu sacerdócio (culto) profético (anúncio) e real (serviço de caridade). (cf. CICA 1070).

O centro da Liturgia é a Páscoa de Cristo, o fulcro de toda a história da salvação, ou melhor, o mistério de Cristo como história da salvação. A liturgia é assim a acção salvífica de Cristo na Igreja assumindo a fisionomia de acção ritual.

Não podemos, pois, entender por Liturgia a parte exterior do culto ou cerimonial religioso, mas a celebração da fé, isto é, o exercício do sacerdócio de Cristo e o culto público integral. A compreensão litúrgica está assim subordinada à compreensão da sacramentalidade de Cristo e da Igreja. Por isso mesmo o Concílio afirma que "a Liturgia é simultaneamente a meta para a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força" (SC 10). E dirigindo-se aos fiéis que desenpenham algum ministério afirma: "os que servem ao altar, os leitores, comentadores, e elementos do grupo coral desempenham também um autêntico ministério litúrgico. Exerçam, pois, o seu múnus com piedade autêntica e do modo que convém a tão grande ministério e que o Povo de Deus tem o direito de exigir." (SC 29)

E a propósito do 40.º aniversário deste precioso documento conciliar – Sacrosanctum Concilium –, o papa João Paulo II afirmava em tom interrogatório:
"Que é a Liturgia senão a voz uníssona do Espírito Santo e da Esposa, a santa Igreja, que bradam ao Senhor Jesus: 'Vem?'
Que é a Liturgia senão aquela fonte pura e perene de água viva, da qual cada pessoa sedenta pode haurir gratuitamente o dom de Deus?" (João Paulo II,  Spiritus et Sponsa, 1).

Podemos, pois, considerar a Liturgia o coração da Igreja.

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