PARÓQUIA S. MIGUEL DE QUEIJAS

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SOLENIDADE DO CORPO E SANGUE DO SENHOR

euc071Na solenidade do Corpo de Deus, queremos recordar que os actos redentores de Cristo – que culminam na sua paixão, morte e ressurreição – actualizam-se na Eucaristia, celebrada pelo Povo de Deus e presidida pelo ministro ordenado. Por isso, redescobrir a Eucaristia na plenitude é redescobrir Cristo.
Queremos, por isso, hoje agradecer a Deus por este tão grande dom, que o Sehor deu à sua Igreja.

É ao redor do altar que se constrói a comunidade cristã e a vida comunitária. A Eucaristia é a síntese espiritual da Igreja, a plenitude de comunhão do homem com Deus, fonte dos valores eternos e experiência profunda do divino. Participar da eucaristia dominical é sinal inequívoco de identidade cristã e de pertença à Igreja. Por isso, a Missa é o momento privilegiado que possibilita o encontro com Deus a níveis de fé e de compromisso humano.

A leituras desta solenidade reflectem o sentido da Eucaristia.
A primeira leitura descreve o rito da Antiga Aliança. É uma premissa para entender o sentido da Eucaristia. Os antigos selavam um contrato de aliança com o sangue das vítimas oferecidas. Moisés lembra as palavras e a Lei de Deus e o povo compromete-se a pô-las em prática. Então, Moisés asperge o povo e o altar com o sangue das vítimas. O sangue, que é vida indica que a aliança é vital; derramando sobre o altar e o povo, indica que entre o povo e Deus há comunhão: na fidelidade à aliança, o povo vive da vida de Deus.

A segunda leitura fala-nos da Nova Aliança. O Sangue derramado de Cristo sela uma Aliança nova e definitiva entre Deus e a humanidade. Esta não precisará mais o sangue dos animais sacrificados. Será um sacrifício definitivo, que não se repetirá, só se actualizará continuamente na Eucaristia.

O Evangelho apresenta as características essenciais do Sacrifício de Cristo. Cristo, oferecendo-se para a imolação, opera a libertação integral e definitiva. Dá a sua vida como sacrifício da Nova Aliança e ratifica essa Aliança definitiva entre Deus e os homens através do seu sangue. Esta nova Aliança, selada com o sangue de Cristo, supõe uma novidade radical nas relações entre os homens e Deus, porque nova é a relação de Deus com os homens por Jesus Cristo. Esta relação é a religião do amor.


LEITURA I Ex 24, 3-8
Leitura do Livro do Êxodo

 

Naqueles dias,
Moisés veio comunicar ao povo todas as palavras do Senhor
e todas as suas leis.
O povo inteiro respondeu numa só voz:
«Faremos tudo o que o Senhor ordenou».
Moisés escreveu todas as palavras do Senhor.
No dia seguinte, levantou-se muito cedo,
construiu um altar no sopé do monte
e ergueu doze pedras pelas doze tribos de Israel.
Depois mandou que alguns jovens israelitas
oferecessem holocaustos e imolassem novilhos,
como sacrifícios pacíficos ao Senhor.
Moisés recolheu metade do sangue,
deitou-o em vasilhas e derramou a outra metade sobre o altar.
Depois, tomou o Livro da Aliança
e leu-o em voz alta ao povo, que respondeu:
«Faremos quanto o Senhor disse e em tudo obedeceremos».
Então, Moisés tomou o sangue
e aspergiu com ele o povo, dizendo:
«Este é o sangue da aliança que o Senhor firmou convosco,
mediante todas estas palavras».


SALMO RESPONSORIAL - Salmo 115 (116)

 

Refrão: Tomarei o cálice da salvação
e invocarei o nome do Senhor.

Como agradecerei ao Senhor
tudo quanto Ele me deu?
Elevarei o cálice da salvação,
invocando o nome do Senhor.

É preciosa aos olhos do Senhor
a morte dos seus fiéis.
Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva:
quebrastes as minhas cadeias.

Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor,
invocando, Senhor, o vosso nome.
Cumprirei as minhas promessas ao Senhor,
na presença de todo o povo.


LEITURA II Hebr 9, 11-15
Leitura da Epístola aos Hebreus

Irmãos:
Cristo veio como sumo sacerdote dos bens futuros.
Atravessou o tabernáculo maior e mais perfeito,
que não foi feito por mãos humanas,
nem pertence a este mundo,
e entrou de uma vez para sempre no Santuário.
Não derramou sangue de cabritos e novilhos,
mas o seu próprio Sangue,
e alcançou-nos uma redenção eterna.
Na verdade, se o sangue de cabritos e de toiros
e a cinza de vitela,
aspergidos sobre os que estão impuros,
os santificam em ordem à pureza legal,
quanto mais o sangue de Cristo,
que pelo Espírito eterno Se ofereceu a Deus
como vítima sem mancha,
purificará a nossa consciência das obras mortas,
para servirmos ao Deus vivo! Por isso,
Ele é mediador de uma nova aliança,
para que, intervindo a sua morte
para remissão das transgressões cometidas
durante a primeira aliança,
os que são chamados
recebam a herança eterna prometida.


EVANGELHO Mc 14, 12-16.22-26
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

No primeiro dia dos Ázimos,
em que se imolava o cordeiro pascal,
os discípulos perguntaram a Jesus:
«Onde queres que façamos
os preparativos para comer a Páscoa?».
Jesus enviou dois discípulos e disse-lhes:
«Ide à cidade. Virá ao vosso encontro
um homem com uma bilha de água.
Segui-o e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa:
«O Mestre pergunta:
Onde está a sala, em que hei-de comer a Páscoa
com os meus discípulos?».
Ele vos mostrará uma grande sala no andar superior,
alcatifada e pronta. Preparai-nos lá o que é preciso».
Os discípulos partiram e foram à cidade.
Encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito
e prepararam a Páscoa.
Enquanto comiam,
Jesus tomou o pão, recitou a bênção e partiu-o,
deu-o aos discípulos e disse:
«Tomai: isto é o meu Corpo».
Depois tomou um cálice, deu graças e entregou-lho.
E todos beberam dele. Disse Jesus:
«Este é o meu Sangue,
o Sangue da nova aliança,
derramado pela multidão dos homens.
Em verdade vos digo:
Não voltarei a beber do fruto da videira,
até ao dia em que beberei do vinho novo no reino de Deus».
Cantaram os salmos
e saíram para o monte das Oliveiras.


Ressonâncias

Cristo, oferecendo-se para a imolação, opera a libertação integral e definitiva. Dá a sua vida como sacrifício da Nova Aliança e ratifica essa Aliança definitiva entre Deus e os homens através do seu sangue.
Esta nova Aliança, selada com o sangue de Cristo, supõe uma novidade radical nas relações entre os homens e Deus, porque nova é a relação de Deus com os homens por Jesus Cristo. Esta relação é a religião do amor.

Agora sim podemos compreender que Deus é amor. Agora podemos estar seguros de uma coisa: que Deus é antes de tudo "aquele que nos ama sem medida". Agora devemos compreender que o cristianismo é a religião do amor, da caridade, da solidariedade.

A Eucaristia é a mais bela invenção do amor. Pelo seu amor para connosco, Jesus reuniu na Eucaristia um sinal provocado pela sua ausência e o realismo da sua divina e humana presença. Ele quis que o mesmo gesto de amor fosse oferecido a todos os homens de todos os tempos.

No sinal do Pão partido, está a realidade da pessoa de Cristo, crucificado e ressuscitado, verdadeiramente presente para nós. O seu poder e amor infinito não ficam reduzidos a um puro símbolo que lembra a sua passagem por este mundo. Ele quis permanecer sempre connosco no pão partido e no cálice consagrado da nova aliança.
No altar de todas as igrejas, no sacrário mais simples, no ostensório mais artístico, Jesus, o Salvador, o Senhor, está verdadeiramente presente. A Eucaristia é a mais bela invenção do amor de Cristo.

A Celebração da Eucaristia relembra a todos os peregrinos nesta terra, a festa eterna, que é preparada para o fim dos tempos, quando o Reino de Deus se manifestar com toda a sua plenitude.O pão do céu é a Palavra de Deus, a mensagem do Pai que Jesus veio trazer. Esta palavra é para os homens verdadeiro pão da vida.
Mas para que essa Palavra se transforme em vida, deve encarnar nas pessoas, deve tornar-se concreta e visível. A encarnação perfeita dessa Palavra é Jesus.


Quando nós comemos o pão material, ele é assimilado, torna-se parte de nós mesmos, transforma-se na nossa própria carne. Jesus diz-nos que o Pão é Ele mesmo. É a Sua pessoa que deve ser comida, que deve ser assimilada por nós.

 

Comungar Cristo significa, portanto, assimilar a realidade humana de Jesus e identificar-se com Ele no cumprimento da vontade do Pai; isto implica que ofereçamos o nosso ser, para que ele possa continuar a viver, a sofrer, a dar-se e a ressuscitar em nós.

O Pão da Eucaristia deve ser recebido com fé de modo a transformar-nos mais intimamente na pessoa de Jesus.
Adorar quer dizer colocar-se diante do pão partido, que nos torna presente a vida de Jesus, partido por amor para a humanidade. Só quando nos mantemos nesta disposição de nos deixar transformar na pessoa de Jesus, podemos realmente afirmar que toda a nossa vida está iluminada pela Eucaristia.

 


Senhor Jesus Cristo, que neste admirável sacramento
nos deixastes o memorial da vossa paixão,
concedei-nos a graça de venerar
de tal modo os mistérios do vosso Corpo e Sangue
que sintamos continuamente os frutos da vossa redenção.
Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como "Corpo de Deus", começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade de Liège, na Bélgica, tendo sido alargada à Igreja latina pelo Papa Urbano IV através da bula "Transiturus", em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

 

Na origem, a solenidade constituía uma resposta a heresias que colocavam em causa a presença real de Cristo na Eucaristia, tendo-se afirmado também como o coroamento de um movimento de devoção ao Santíssimo Sacramento.

Teria chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus, embora o mistério e a festa da Eucaristia seja o Corpo de Cristo. Esta exultação popular à Eucaristia é manifestada no 60° dia após a Páscoa e forçosamente a uma Quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a Última Ceia de Quinta-feira Santa. Em alguns países, no entanto, a solenidade é celebrada no Domingo seguinte.

Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.

Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.

Do desejo primitivo de "ver a hóstia" passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na "Christianitas" medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.

Nos séculos XVI e XVII, a resposta às negações do movimento protestante que se expressou na fé e na cultura - arte, literatura e folclore - contribuiu para avivar e tornar significativas muitas das expressões da piedade popular para com a Eucaristia.

A "comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa" (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo praticamente desaparecido a festa litúrgica do "Preciosíssimo Sangue", a 1 de Julho.

A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que "onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo" (cân 944, §1).

O cortejo processional da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo prolonga a Eucaristia: logo depois da missa, a hóstia nela consagrada é levada para fora do espaço celebrativo, a fim de que os fiéis dêem testemunho público de fé e veneração ao Santíssimo Sacramento.

A Igreja acredita que o Santíssimo Sacramento, ao passar no meio das cidades, promove expressões de amor e agradecimento por parte dos fiéis, sendo também para fonte de bênçãos.

À semelhança das procissões eucarísticas, a festa do "Corpus Christi" termina geralmente com a bênção do Santíssimo Sacramento.

 

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