PARÓQUIA S. MIGUEL DE QUEIJAS

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II Domingo da Páscoa A

Tome03a

A Liturgia deste Domingo, revivendo ainda a alegria do Cristo Ressuscitado, apresenta-nos a nova comunidade nascida da Cruz e Ressurreição: a Igreja. A sua missão consiste em revelar aos homens a vida nova que brota da ressurreição.

A primeira leitura descreve a comunidade cristã de Jerusalém, como uma comunidade ideal. É uma "comunidade de irmãos" preocupada em conhecer Jesus e a sua proposta de salvação, que se reúne para louvar o Senhor na oração e na Eucaristia, que vive na partilha, na doação e no serviço e que testemunha a salvação que Jesus veio propor à humanidade.

A segunda leitura lembra-nos que é pelo Baptismo que nos identificamos com Cristo. Esta identificação com Ele coloca-nos em obediência ao Pai e na entrega aos nossos irmãos. É o caminho que conduz à Ressurreição.

O Evangelho apresenta-nos a Comunidade dos Apóstolos. Jesus vivo e ressuscitado é o centro da Comunidade cristã. É à volta d'Ele que a comunidade se estrutura e é d'Ele que recebe a vida que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e provações.

Primeira Leitura (Act 2,42-47)
Leitura dos Actos dos Apóstolos

Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos,
à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações.
Perante os inumeráveis prodígios e milagres
realizados pelos Apóstolos,
toda a gente se enchia de terror.
Todos os que haviam abraçado a fé
viviam unidos e tinham tudo em comum.
Vendiam propriedades e bens
e distribuíam o dinheiro por todos,
conforme as necessidades de cada um.
Todos os dias frequentavam o templo,
como se tivessem uma só alma,
e partiam o pão em suas casas;
tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração,
louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo.
E o Senhor aumentava todos os dias
o número dos que deviam salvar-se.


SALMO RESPONSORIAL – Salmo 117 (118)

Refrão: Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.

Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Aarão:
é eterna a sua misericórdia.

Digam os que temem o Senhor:
é eterna a sua misericórdia.
Empurraram me para cair,
mas o Senhor me amparou.

O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória,
foi Ele o meu Salvador.
Gritos de júbilo e de vitória nas tendas dos justos:
a mão do Senhor fez prodígios.

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.

Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria.


Segunda Leitura (1Pd 1,3-9)
Leitura da Primeira Epístola de São Pedro

Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo,
que, na sua grande misericórdia, nos fez renascer,
pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos,
para uma esperança viva,
para uma herança que não se corrompe,
nem se mancha, nem desaparece,
reservada nos Céus para vós
que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé,
para a salvação que se vai revelar nos últimos tempos.
Isto vos enche de alegria,
embora vos seja preciso ainda, por pouco tempo,
passar por diversas provações,
para que a prova a que é submetida a vossa fé
– muito mais preciosa que o ouro perecível,
que se prova pelo fogo –
seja digna de louvor, glória e honra,
quando Jesus Cristo Se manifestar.
Sem O terdes visto, vós O amais;
sem O ver ainda, acreditais n’Ele.
E isto é para vós fonte de uma alegria inefável e gloriosa,
porque conseguis o fim da vossa fé,
a salvação das vossas almas.


EVANGELHO – (Jo 20,19-31)
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana,
estando fechadas as portas da casa
onde os discípulos se encontravam,
com medo dos judeus,
veio Jesus, colocou Se no meio deles e disse lhes:
«A paz esteja convosco».
Dito isto, mostrou lhes as mãos e o lado.
Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
Jesus disse lhes de novo:
«A paz esteja convosco.
Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós».
Dito isto, soprou sobre eles e disse lhes:
«Recebei o Espírito Santo:
àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados;
e àqueles a quem os retiverdes serão retidos».
Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo,
não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram lhe os outros discípulos:
«Vimos o Senhor».
Mas ele respondeu lhes:
«Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos,
se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado,
não acreditarei».
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa
e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas,
apresentou Se no meio deles e disse:
«A paz esteja convosco».
Depois disse a Tomé:
«Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos;
aproxima a tua mão e mete a no meu lado;
e não sejas incrédulo, mas crente».
Tomé respondeu-Lhe:
«Meu Senhor e meu Deus!»
Disse lhe Jesus:
«Porque Me viste acreditaste:
felizes os que acreditam sem terem visto».
Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos,
que não estão escritos neste livro.
Estes, porém, foram escritos
para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus,
e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.


 Ressonâncias

O Evangelho deste Domingo apresenta-nos dois encontros da nova Comunidade com o Cristo Ressuscitado, no cenáculo. É uma catequese sobre a presença de Jesus, que continua vivo e ressuscitado, acompanhando a sua Igreja: Os Apóstolos estão reunidos, mas "trancados" e dominados pela incredulidade, pela tristeza e pelo medo. Tomé incrédulo na promessa de Cristo e na palavra dos colegas é exemplo dos que não valorizam o testemunho comunitário e dos que querem ser cristãos sem Igreja.

Hoje, ainda há muitos que vivem de "portas trancadas". Dominados pelo medo e pela insegurança, aguardam por melhores dias de justiça e de paz. O Ressuscitado derruba as trancas e restaura a paz e a alegria: "A Paz esteja convosco" (3x). Hoje, Ele torna-nos também protagonistas da Paz, que é conquistada e construída pelo empenho de todos.

No primeiro dia da semana, após a Morte e Ressurreição. Com esse primeiro dia, começa o "Dia do Senhor", o DOMINGO. O que significa para ti o Domingo? É de facto o "Dia do Senhor"?
- Jesus está no centro da Comunidade, onde todos vão beber essa vida que lhes permite vencer o medo e a hostilidade do mundo. É a videira ao redor da qual se enxertam os ramos...
- Confia a Missão: "Como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós." Continua acreditando neles e, apesar de tudo, conta com eles. Na missão, apesar de tudo, Ele conta também connosco.
- Inicia uma nova Criação: "Jesus soprou sobre eles", como Deus na criação do homem (Gen 2,7) e acrescenta: "Recebei o Espírito Santo". Com o dom do Espírito Santo, o Senhor ressuscitado inicia um mundo novo e com o envio dos discípulos inaugura-se um novo Israel, que crê em Cristo e testemunha a verdade da Ressurreição.
- Institui a Penitência: "Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». Uma vez perdoados, são enviados a perdoar em nome de Deus. É um Sacramento tipicamente Pascal: nascido num clima de alegria e de vitória.

Como se chega à fé em Cristo Ressuscitado? A Comunidade é o lugar natural onde se manifesta e irradia o amor de Jesus. Longe da comunidade, Tomé não acreditou na palavra de Jesus, nem dos colegas. A sua fé reacende-se, quando no "Dia do Senhor" voltou à Comunidade e faz um belo acto de fé: "Meu Senhor e meu Deus!" E Cristo acrescenta: "Felizes os que acreditam sem terem visto."
Tomé representa aqueles que vivem afastados da comunidade, sem perceberem os sinais de vida que nela se manifestam.

Este episódio é uma alusão clara ao Domingo. Lembra as celebrações dominicais da comunidade primitiva e a nossa experiência pascal que se renova em cada Domingo. A experiência de Tomé é possível para os homens de todos os tempos.
O que significa para ti a Eucaristia Dominical?

A DIVINA MISERICÓRDIA, que hoje celebramos é garantia e força para o desempenho de nossa missão. Santo Domingo!


«Se não meter o dedo no lugar dos cravos
e a mão no seu lado não acreditarei
.» (Jo 20, 2s)

Carta ao discípulo das dúvidas
Caríssimo S. Tomé

É uma enorme ousadia dirigir-te estas breves linhas mas sinto-me tantas vezes identificado contigo que até já te chamei o “santo padroeiro das nossas dúvidas”, e gostaria de dizer-to pessoalmente. É verdade que hoje podia escrever sobre muitos assuntos: no primeiro domingo de Maio lembramos as nossas mães (ainda bem que elas se lembram de nós todos os dias do ano!); ocorre também a celebração do dia do trabalhador (nestes tempos em que o desemprego é dos maiores flagelos que nos atinge!); em Roma é beatificado João Paulo II, o Papa que tanto nos tocou nas suas inúmeras viagens e nos encontros com as multidões; e o FMI anda por aqui a tomar conta das nossas finanças em descalabro. Tanta matéria mas tu não me saíste do pensamento.

Ver para crer como São Tomé” tornou-se um dito popular. Mas nem imaginas como a tua inquietação é tão importante para a nossa fé. Não te fechaste na incredulidade, mas pediste para experimentar o encontro com o Jesus vivo que os outros discípulos diziam ter feito. Querias compreender melhor. E isso também nós, também todos os que procuram Deus de coração sincero e acreditam sem terem visto. Saberias como é fácil passar da desilusão ao entusiasmo com uma falsa ideia, e como são perigosos o fanatismo e a irracionalidade misturados com uma “fé cheia de certezas”? O certo é que puseste os “pontos nos iis”. Um espírito, um anjo, uma aparição de qualquer coisa, vá lá, mas o Mestre, que aprenderas a amar e a conhecer, que tinhas visto morrer e isso tinha-te rasgado o coração que até desapareceras naqueles dias (é verdade, por onde andaste naqueles oito dias?), se aparecera ressuscitado tinha de ter os sinais da paixão. Senão, era um embusteiro, e tinham sido enganados; não foi o que pensaste?

Sabes, isto de confiar e de acreditar não é fácil. É colocarmo-nos nas mãos de outro, como um bebé se lança nas mãos dos pais (e são tão importantes os primeiros anos para desenvolver esta confiança fundamental que nos leva à idade adulta), como quem se ama e quer amar todos os dias. A confiança é um caminho fequestaoito de fragilidades mútuas; ferimo-nos e desanimamos mas importa reconquistá-la com os sinais da nossa paixão, com a verdade de não sermos perfeitos. O pior é sempre ficarmos fechados: no erro, na intransigência, na soberba, ou na indiferença. E a fé só se vive caminhando, recusando a sedentarização dos sonhos, a auto-suficiência do legalismo, e promovendo a feliz caminhada de todos, com Jesus, ao encontro do Pai. Obrigado por nos ensinares a abrir a inteligência e o coração, a duvidar com desejo de acreditar, a ver e a tocar para lá do visível e do tangível!

Viste o homem Jesus com os sinais da morte e acreditaste no homem Filho de Deus ressuscitado. Jesus era o mesmo e também substancialmente Outro. Porque a vida eterna de Deus é esta vida que se torna outra. E só com humildade e alegria podemos dizer como tu: “Meu Senhor e meu Deus!”

Lembro-te em cada uma das minhas dúvidas, querido São Tomé!

P. Vítor Gonçalves 

 

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