PARÓQUIA S. MIGUEL DE QUEIJAS

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Via-Sacra Vicarial de OeirasVSacra6

Queijas acolheu uma vez mais a Via-Sacra da Vigararia de Oeiras.
Hoje, II Domingo da Quaresma – 4 de Março de 2012 –, a Igreja matriz de São Miguel Arcanjo foi paulatinamente ficando repleta, acolhendo os muitos fiéis das treze paróquias da nossa vigararia que aí afluíram.

VSacra4Pelas 16h00, e sob a presidência de D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa, deu-se início a esta manifestação pública de fé, percorrendo algumas ruas da freguesia de Queijas rumo ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha.

Tomaram parte algumas centenas de fiéis, os Agrupamentos de escuteiros de Queijas e de Barcarena, os irmãos das irmandades de Caxias e da Senhora da Rocha, as irmãs da CONFHIC, acólitos, diáconos permanentes, bem como dos párocos e vigários paroquiais do Concelho de Oeiras. Contámos também com a presença do Vice-presidente da Câmara de Oeiras e do Presidente da Junta de Freguesia de Queijas.

As 14 estações da Via-Sacra foram confiadasVSacra7 a cada uma das paróquias, que as comentaram e a todos fizeram vivenciar os passos da Paixão do Senhor, num ambiente de grande recolhimento, oração e de espírito penitencial.

Temos plena consciência que a Via-Sacra é um caminho de amor. Percorrendo-a, celebramos a verdade essencial da fé: "Deus é Amor" (1Jo 4,16); "Porque Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito" (Jo 3,17). Jesus revelou-nos, com factos e palavras, esse amor do Pai e disse-nos que "quem ama a sua vida, perde-a" e "quem entrega a sua vida pela salvação do mundo, ganha-a para sempre" (Jo 12,55). Deixou-nos finalmente o seu Espírito, para que vivamos como Ele.

VSacra2Ao seguirmos os passos de Jesus, na Via-Sacra, fazemos memória da sua Paixão, que se prolonga na humanidade. Adoramos e retribuímos o amor de Jesus por nós, amando e servindo os membros do seu corpo místico, sobretudo os mais carenciados e desprotegidos. A celebração da Via-Sacra faz de nós "Verónicas" e "mães de Jerusalém" que enxugam lágrimas e consolam; "Cireneus" que aliviam o peso da cruz de quem sofre; "Marias e discípulos" que estão junto dos crucificados nos muitos e variados calvários deste mundo.

Após este agradável percurso,VSacra3 em que tivemos a oportunidade de meditar nos passos da Paixão do Senhor, eis-nos chegados ao Santuário de Nossa Senhora Rocha. D. Joaquim Mendes usou então da palavra e recordou-nos a importância da Cruz como "o sinal mais eloquente do amor de Deus por nós". Lembrou-nos, ainda, que "é na contemplação do mistério da paixão do Senhor [que] nós encontrámos resposta para o mistério do nosso sofrimento e para o sofrimento da humanidade." Sublinhou, também, que "por detrás do crucifixo, vemos, com os olhos da fé, os contornos de Cristo ressuscitado, nossa esperança." Para logo de seguida destacar que "é uma graça sofrer com Cristo, participar do seu mistério de amor, e transformar em amor o nosso sofrimento. Não desperdicemos o sofrimento, não o esbanjemos.VSacra8 Demos-lhe sentido. [...] Transformemo-lo em oblação, em oferta de amor, unindo-o ao de Jesus na oferta ao Pai pela salvação dos nossos irmãos." Concluiu pedindo a intercessão da Virgem Maria para que nos ajude "a viver intimamente unidos a seu Filho, sofrendo com Ele e acompanhando-o também no sofrimento dos nossos irmãos."

Não desperdicemos o valor da Cruz; vivamos a Quaresma como sinal + da nossa conversão.

P. Alexandre F. Santos

 


Transcrevemos, na íntegra, a mensagem de D. Joaquim Mendes:

 

«1. A Via-Sacra que acabamos de fazer insere-nos no mistério pascal de Cristo, da sua paixão morte e ressurreição, que nos preparamos para celebrar.
Não é simplesmente um ato de piedade cristã, mas a expressão viva e real do amor de Deus por nós, na entrega de Jesus, "que amara os seus que estavam no mundo, levando o seu amor por eles até ao extremo".
A Cruz que nos acompanha representa o sinal mais eloquente do amor de Deus por nós, em Jesus, que disse: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos".
Jesus manifesta-nos, de uma forma clara e inequívoca, quanto Deus nos ama e quanto valemos aos olhos de Deus, como recorda o apóstolo S. Pedro: "fostes resgatados, não por coisas corruptíveis, prata ou ouro, mas pelo sangue precioso de Cristo" (1Pd 1,18-19).
Toda a existência de Jesus é marcada pelo amor e selada pelo sinal eloquente da morte de Cruz, para nossa redenção e salvação.

2. Na contemplação do mistério da paixão do Senhor, nós encontrámos resposta para o mistério do nosso sofrimento e para o sofrimento da humanidade.
Por detrás do crucifixo, vemos, com os olhos da fé, os contornos de Cristo ressuscitado, nossa esperança.
A solução real para o problema do mal, do pecado, do sofrimento e morte está no sofrimento e na morte de Cristo que acabou na sua ressurreição.
Jesus teve de sofrer as trevas, a dor e a morte para dar significado à nossa escuridão, à nossa dor e à nossa morte.
A partir do sofrimento e da morte de Cristo, o sofrimento, a dor e a morte adquiriram uma dignidade e um valor especial, precisamente porque Cristo, o Filho de Deus, os experimentou e os venceu, ressuscitando.

3. A paixão de Jesus não terminou no Calvário, mas continua no tempo.
O Senhor revive hoje a sua paixão em tantos dos nossos irmãos e irmãs, sós e abandonados; nos que são vítimas de doenças incuráveis; nos que carregam rejeições familiares e sociais; nos que vivem no seio de uma família difícil; nos que sofrem privações; nos que não têm o indispensável para viver com dignidade; nos desempregados, nos que não sabem o que fazer da vida e com a vida...
Os passos do Senhor percorrem hoje a nossa cidade nos passos dos nossos irmãos desfigurados na sua dignidade, numa procissão quotidiana, à qual o Senhor nos pede que participemos, tal como acabamos de fazer, com o coração cheio de fé e de amor.

4. Acolhamos com gratidão o amor de Deus, que em Jesus, se entrega à morte por nós, e procuremos corresponder-lhe.
Partilhemos com todos aqueles que sofrem a luz que nos vem de Cristo sofredor e a esperança de um dia podermos ser associados à sua Páscoa, porque se "sofremos com Cristo e por Cristo, também com ele ressuscitaremos".
É uma graça sofrer com Cristo, participar do seu mistério de amor, e transformar em amor o nosso sofrimento.
Não desperdicemos o sofrimento, não o esbanjemos. Demos-lhe sentido. O sentido que Jesus lhe deu. Transformemo-lo em oblação, em oferta de amor, unindo-o ao de Jesus na oferta ao Pai pela salvação dos nossos irmãos.

Que a Virgem Santíssima, que "percorreu o caminho da fé, mantendo a união com seu Filho até à cruz" (LG 58) nos ajude a viver intimamente unidos a seu Filho, sofrendo com Ele e acompanhando-o também no sofrimento dos nossos irmãos. Ámen.»

† Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa
Queijas, 4 de Março de 2012

 

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