PARÓQUIA S. MIGUEL DE QUEIJAS

igreja1 vitral1 igreja2 Auditorio vitral2 vitral4 igreja3 vitral3 Slide Cspq1 Slide cspq7 Slide igreja4 Slide cspq3 Slide cspq5 Slide pinturas Slide cspq8 Slide vitral5 Slide cspq6 Slide cspq2 Slide cspq4

Papa Francisco e a Confissão

perdao21No período da Quaresma a Igreja, em nome de Deus, renova o apelo à conversão. É a chamada a mudar de vida. Converter-se não é questão de um momento ou de um período do ano, é compromisso que dura toda a vida. Quem de nós pode presumir que não é pecador? Ninguém. Todos o somos. O apóstolo João escreve: «Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de qualquer injustiça» (1 Jo 1, 8-9). É o que acontece também nesta celebração e em toda esta jornada penitencial. A Palavra de Deus que ouvimos introduz-nos em dois elementos essenciais da vida cristã.

O primeiro: Revestir-nos do homem novo. O homem novo, «criado segundo Deus» (Ef 4, 24), nasce no Baptismo, onde se recebe a própria vida de Deus, que nos torna seus filhos e nos incorpora a Cristo e à sua Igreja. Esta vida permite que olhemos para a realidade com um olhar diverso, deixando de estar distraídos pelas coisas que não contam e não podem durar por muito tempo, pelas coisas que acabam com o tempo. Por isto somos chamados a abandonar os comportamentos do pecado e fixar o olhar no essencial: «O homem vale mais por aquilo que é do que por aquilo que tem» (Gaudium et spes, 35). Eis a diferença entre a vida deformada pelo pecado e a que é iluminada pela graça. Do coração do homem renovado segundo Deus provêm os comportamentos bons: falar sempre com verdade e evitar toda a mentira; não roubar, mas antes partilhar com os outros quanto se possui, sobretudo com quem está em necessidade; não ceder à ira, ao rancor e à vingança, mas ser mansos, magnânimos e prontos ao perdão; não cair na difamação que arruína a boa fama das pessoas, mas olhar mais para o lado positivo de cada um. Trata-se de nos revestirmos do homem novo, com estas atitudes novas.

O segundo elemento: Permanecer no amor. O amor de Jesus Cristo dura para sempre, nunca terá fim porque é a própria vida de Deus. Este amor vence o pecado e dá a força para se reerguer e recomeçar, porque com o perdão o coração renova-se e rejuvenesce. Todos o sabemos: o nosso Pai nunca se cansa de amar e os seus olhos não se cansam de olhar para o caminho de casa, para ver se o filho que foi embora e se perdeu regressa. Podemos falar na esperança de Deus: o nosso Pai espera-nos sempre, não só nos deixa a porta aberta, mas espera-nos. Ele está envolvido neste esperar os filhos. E este Pai nunca se cansa nem sequer de amar o outro filho que, apesar de estar sempre em casa com ele, não participa da sua misericórdia, da sua compaixão. Deus não só está na origem do amor, mas em Jesus Cristo chama-nos a imitar o seu mesmo modo de amar: «Assim como eu vos amei, amai-vos também vós uns aos outros» (Jo 13, 34). Na medida em que os cristãos vivem este amor, tornam-se no mundo discípulos credíveis de Cristo. O amor não pode suportar de ficar fechado em si mesmo. Por sua natureza é aberto, difunde-se e é fecundo, gera sempre novo amor.

Queridos irmãos e irmãs, depois desta celebração, muitos de vós tornar-se-ão missionários para propor a outros a experiência da reconciliação com Deus. «24 horas pelo Senhor» é a iniciativa à qual aderiram tantas dioceses em todas as partes do mundo. A quantos encontrardes, podereis comunicar a alegria de receber o perdão do Pai e de reencontrar a amizade plena com Ele. E dir-lhes-eis que o nosso Pai nos espera, que o nosso Pai nos perdoa, e mais, faz festa. Se fordes ter com Ele com toda a tua vida, até com muitos pecados, em vez de te reprovar faz festa: é assim o nosso Pai. É isto que deveis dizer, dizê-lo a muitas pessoas, hoje. Quem experimenta a misericórdia divina, é estimulado a tornar-se artífice de misericórdia entre os homens e os pobres. Nestes «irmãos mais pequeninos» Jesus espera-nos (cf. Mt 25, 40); recebamos misericórdia e demos misericórdia! Vamos ao seu encontro e celebremos a Páscoa na alegria de Deus!

Papa Francisco
Basílica Vaticana, 28 de Março de 2014


«Confissão não é tribunal de condenação, mas experiência de perdão e misericórdia»

Antes de tudo, o protagonista do ministério da Reconciliação é o Espírito Santo. O perdão que o sacramento confere é a vida nova transmitida pelo Senhor Ressuscitado por meio do seu Espírito: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, serão perdoados; àqueles a quem não os perdoardes, não serão perdoados» (João 20, 22-23).

Por isso, vós sois chamados a ser sempre «homens do Espírito Santo», testemunhas e anunciadores, felizes e fortes, da ressurreição do Senhor. Este testemunho lê-se no rosto, sente-se na voz do sacerdote que administra com fé e com «unção» o sacramento da Reconciliação. Ele acolhe os penitentes não com a atitude de um juiz, nem com a de um simples amigo, mas com a caridade de Deus, com o amor de um pai que vê regressar o filho e vai ao seu encontro, do pastor que reencontrou a ovelha perdida.

O coração do sacerdote é um coração que sabe comover-se, não por sentimentalismo por mera emotividade, mas pelas «entranhas de misericórdia» do Senhor. Se é verdade que a tradição nos indica o duplo papel de médico e juiz para os confessores, nunca esqueçamos que como médico é chamado a curar e como juiz a absolver.

Segundo aspeto: se a Reconciliação transmite a vida nova do Ressuscitado e renova a graça baptismal, então a vossa tarefa é dá-la generosamente aos irmãos. Dar esta graça. Um sacerdote que não cuida desta parte do seu ministério, seja na quantidade de tempo dedicado, seja na qualidade espiritual, é um pastor que não toma cuidado das ovelhas que se perderam; é como um pai que se esquece do filho perdido e negligencia esperar por ele.

A misericórdia é o coração do Evangelho! Não esqueçais isto: a misericórdia é o coração do Evangelho! É a boa notícia que Deus nos ama, que ama sempre o homem pecador, e com este amor atrai-o a si e convida-o à conversão. Não esqueçamos que os fiéis consideram difícil aproximar-se do sacramento, seja por razões práticas, seja pela natural dificuldade de confessarem os próprios pecados a outro homem. Por este motivo, é preciso trabalhar muito sobre nós próprios, sobre a nossa humildade, para nunca ser obstáculo, mas favorecer sempre a aproximação à misericórdia e ao perdão.

Muitas vezes sucede que uma pessoa vem e diz: «Não me confesso há muitos anos, tive este problema, deixei a Confissão porque encontrei um sacerdote que me disse isto», e vê-se a imprudência, a falta de amor pastoral naquilo que a pessoa conta. E afasta-se por causa de uma má experiência na Confissão. Se há uma atitude de pai, que vem da bondade de Deus, isto nunca mais acontecerá.

E é preciso evitar os dois extremos opostos: o rigorismo e o laxismo. Nenhum dos dois faz bem, porque na realidade não cuidam da pessoa do penitente. Ao invés, a misericórdia escuta verdadeiramente com o coração de Deus e quer acompanhar a alma no caminho da reconciliação. A Confissão não é um tribunal de condenação, mas experiência de perdão e de misericórdia!

Por fim, todos conhecemos as dificuldades que muitas vezes a Confissão encontra. São muitas as razões, históricas ou espirituais. Todavia, sabemos que o Senhor quis fazer este imenso dom à Igreja, oferecendo aos batizados a segurança do perdão do Pai. É isto: é a segurança do perdão do Pai.

Por isso, é muito importante que, em todas as dioceses e nas comunidades paroquiais, se cuide particularmente da celebração deste sacramento de perdão e de salvação. É bom que em cada paróquia os fiéis saibam quando podem encontrar os sacerdotes disponíveis: quando existe a fidelidade, veem-se os frutos. Isto vale de modo particular para as igrejas confiadas às comunidades religiosas, que podem assegurar uma presença constante de confessores.

À Virgem, Mãe de Misericórdia, confiamos o ministério dos sacerdotes, e cada comunidade cristã, para que compreenda sempre mais o valor do sacramento da Penitência.

Papa Francisco
Discurso aos participantes no curso promovido pela Penitenciaria Apostólica
Vaticano, 28.3.2014

 

Cateq 2018

Calendario Cateq

horariomissas



Patriarcado