PARÓQUIA S. MIGUEL DE QUEIJAS

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Dívidas

maos214D. Manuel Linda, na mensagem que dirigiu à Diocese do Porto, deixou uma palavra de gratidão aos funcionários dos lares, alertando que Estado Português tem uma “enorme dívida para com as IPSS". Afirmando que “não é apenas uma dívida de gratidão, mas financeira.”  Esta “é uma dívida que deveria ser imputada ao Ministério da Saúde” porque, mesmo que não se designem assim, os Lares são, hoje, as verdadeiras Unidades de Cuidados Continuados”.

Quando “alguma imprensa estrangeira” se interroga sobre as razões do “milagre português”, no que ao número de hospitalizados e mortos pela pandemia diz respeito, D. Manuel Linda realça que “ainda é cedo para fazer as contas”, mas aponta algumas razões: "O sentido gregário dos portugueses e o seu comprometimento cívico, a responsabilidade social da Igreja que assumiu a dianteira com as primeiras regras de higiene pública, o «sacerdócio» dos profissionais de saúde que se têm dedicado apreciavelmente, a iniciativa autárquica e de organizações diversas que completaram a capacidade do Serviço Nacional de Saúde com múltiplos hospitais de campanha, as generosas ofertas de tantos particulares, a insistência nos testes de despistagem a expensas das Câmaras e organismos não-estatais”.


Publicamos, na íntegra, esta mensagem que achamos tão oportuna:

«Alguma imprensa estrangeira interroga-se sobre as razões do “milagre português”, no que ao número de hospitalizados e mortos pela pandemia diz respeito. Mesmo sabendo que ainda é cedo para fazer as contas, já se podem intentar causas. A começar pela proteção divina, sem dúvida, a quem nos consagramos. Mas essa não é demonstrável, a não ser pela intuição dos corações crentes.

Entre os outros motivos, não será descabido referir o sentido gregário dos portugueses e o seu comprometimento cívico, a responsabilidade social da Igreja que assumiu a dianteira com as primeiras regras de higiene pública, o «sacerdócio» dos profissionais de saúde que se têm dedicado apreciavelmente, a iniciativa autárquica e de organizações diversas que completaram a capacidade do Serviço Nacional de Saúde com múltiplos hospitais de campanha, as generosas ofertas de tantos particulares, a insistência nos testes de despistagem a expensas das Câmaras e organismos não-estatais, etc.

Mas a grande explicação parece ser outra: uma rede capilar de assistência à terceira idade, promovida e dedicadamente mantida pela iniciativa privada, de modo especial, pela Igreja. Quando se observam países com mais possibilidades do que Portugal, tal como a Itália, a Espanha e a Inglaterra, vê-se que o elevadíssimo número de óbitos aconteceu, fortemente, entre os velhinhos institucionalizados em unidades do Estado ou em estruturas «comerciais» para ricos, rentáveis para os investidores.

Entre nós, as direções e os funcionários dos Lares não abandonaram o rebanho quando o lobo chegou. E se já tratavam bem os utentes, de tal forma que a sua vida, graças a Deus, está a ser prolongada para além do inimaginável, nesta crise, redobraram de trabalhos e sacrifícios. A ponto de muitos ficarem infetados e correrem sérios perigos. Mas o resultado vê-se.
O Estado tem uma enorme dívida para com estas instituições. Não apenas uma dívida de gratidão, mas financeira. É que paga 398 euros pela maioria dos idosos, quando eles custam, realmente, 1300. E, atendendo às reformas, a média da percentagem do contributo dos institucionalizados não passa dos 300 euros. Assim sendo, quem paga os 600 que faltam?

É uma dívida que deveria ser imputada ao Ministério da Saúde. Porque, mesmo que não se designem assim, os nossos Lares são, hoje, as verdadeiras Unidades de Cuidados Continuados.
Alguém que o negue?»

+ D. Manuel Linda, Bispo do Porto
Porto, 19 Maio de 2020

 

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