PARÓQUIA S. MIGUEL DE QUEIJAS

igreja1 vitral1 igreja2 Auditorio vitral2 vitral4 igreja3 vitral3 Slide Cspq1 Slide cspq7 Slide igreja4 Slide cspq3 Slide cspq5 Slide pinturas Slide cspq8 Slide vitral5 Slide cspq6 Slide cspq2 Slide cspq4
Católico e Maçom? Uma contradição nos próprios termosDominique_Rey

D. Dominique Rey, bispo de Fréjus-Toulon, publicou, já em 2007, o livro "Pode-se ser cristão e maçom?". Afirma que a posição da Igreja sobre a questão não mudou. A revista "Valeurs actuelles" entrevistou-o. Eis aqui alguns excertos desta entrevista:

Poderia resumir a posição da Igreja?
A posição da Igreja, desde que a questão se pôs pela primeira vez, é que não é possível pertencer a uma loja maçónica e ao mesmo tempo professar a fé católica.
A pertença à maçonaria é a adesão a um sistema de pensamento que se inscreve no relativismo, na negação do papel da graça de Deus na relação com o esforço do homem, num sistema que relativiza também o lugar da Igreja, e que pode ser definido como a exaltação de uma inteligência privada do amor. É uma nova forma de gnosticismo.

Para os maçons, a verdade é considerada insusceptível de ser conhecida; enquanto na fé católica ocupa o centro.
De facto, para os maçons, não há verdade absoluta. Tudo parte da inteligência do homem, da explicação de que o homem dá de si mesmo e do sentido das coisas.
A vida já não é recebida; é construída. É ao homem que compete transformar o mundo através do conhecimento íntimo das leis do universo (é a visão do arquitecto), é o homem que se salva pela sua inteligência, ele não precisa de Deus.
O recurso a Deus passa então a valer mais como uma emoção interior do que como uma graça; enquanto, para nós cristãos, é o principal alento para a nossa acção.

Que respostas pode a Igreja dar para o desafio posto pela maçonaria?
Eu julgo que a Maçonaria desafia a Igreja em quatro pontos.
- Primeiro, a necessidade de criar grupos de reflexão, de pôr em acção a pastoral da inteligência.
- Segunda coisa, a ritualização: a dessacralização que podemos encontrar num ou noutro espaço eclesial, numa comunidade ou noutra, faz que se tenham procurado simbólicas alheias, que se tenham utilizado outras reservas simbólicas
- A terceira coisa é a fraternidade: a experiência de uma comunhão entre pessoas, não apenas na ordem da experiência espiritual, interior, mas uma reflexão construída e compartilhada por todos.

Acrescentaria, ainda, a formação de uma elite: é preciso libertar-se do elitismo iniciático das lojas, que muitas vezes são também redes de influência, mas precisamos nos dias de hoje de formar uma elite verdadeiramente cristã, de pessoas que fazem uma autêntica experiência de Cristo e que nos seus talentos, competências e redes expressam uma mensagem que se pretende universal, onde os pequenos e os pobres têm um lugar central.
-----------------------------------------------------------------------------------------
Queres ler a totalidade da entrevista? Clica aqui.

 

Cateq 2018

Calendario Cateq

horariomissas



Patriarcado