PARÓQUIA S. MIGUEL DE QUEIJAS

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Baptismo do Senhor

Bapt7

A Liturgia deste Domingo apresenta-nos o início da vida pública de Jesus. Tudo começa com o Baptismo de Jesus, cuja festa hoje celebramos.

No Baptismo de Jesus nas margens do Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens. Cumprindo o projecto do Pai, Jesus fez-Se um de nós, partilhou da nossa fragilidade humana, libertou-nos do egoísmo e do pecado, empenhou-Se em promover-nos para que pudéssemos chegar à vida plena.

A primeira leitura anuncia um misterioso "Servo", escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim... Animado pelo Espírito de Deus, Ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.

A segunda Leitura narra o Baptismo de Cornélio. Pedro dá seu testemunho e catequese na casa de Cornélio e no final baptiza toda a sua família. Cornélio é o primeiro pagão a ser admitido ao cristianismo por um apóstolo.

No Evangelho, aparece-nos a concretização da promessa profética veiculada pela primeira leitura: Jesus é o "Servo" enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito, e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-se pessoa, identificou-Se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.


LEITURA I – Is 42,1-4.6-7
Leitura do Livro de Isaías

Diz o Senhor:
«Eis o meu servo, a quem Eu protejo,
o meu eleito, enlevo da minha alma.
Sobre ele fiz repousar o meu espírito,
para que leve a justiça às nações.
Não gritará, nem levantará a voz,
nem se fará ouvir nas praças;
não quebrará a cana fendida,
nem apagará a torcida que ainda fumega:
proclamará fielmente a justiça.
Não desfalecerá nem desistirá,
enquanto não estabelecer a justiça na terra,
a doutrina que as ilhas longínquas esperam.
Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça;
tomei-te pela mão, formei-te
e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações,
para abrires os olhos aos cegos,
tirares do cárcere os prisioneiros
e da prisão os que habitam nas trevas».


SALMO RESPONSORIAL – Salmo 28 (29)
Refrão: O Senhor abençoará o seu povo na paz.

Tributai ao Senhor, filhos de Deus,
tributai ao Senhor glória e poder.
Tributai ao Senhor a glória do seu nome,
adorai o Senhor com ornamentos sagrados.

A voz do Senhor ressoa sobre as nuvens,
o Senhor está sobre a vastidão das águas.
A voz do Senhor é poderosa,
a voz do Senhor é majestosa.

A majestade de Deus faz ecoar o seu trovão
e no seu templo todos clamam: Glória!
Sobre as águas do dilúvio senta-Se o Senhor,
o Senhor senta-Se como rei eterno.

LEITURA II – Act 10, 34-38
Leitura dos Actos dos Apóstolos

Naqueles dias,
Pedro tomou a palavra e disse:
«Na verdade,
eu reconheço que Deus não faz acepção de pessoas,
mas, em qualquer nação,
aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável.
Ele enviou a sua palavra aos filhos de Israel,
anunciando a paz por Jesus Cristo, que é o Senhor de todos.
Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia,
a começar pela Galileia,
depois do baptismo que João pregou:
Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré,
que passou fazendo o bem
e curando todos os que eram oprimidos pelo Demónio,
porque Deus estava com Ele».


EVANGELHO – Mc 1, 7-11
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele Naquele tempo,
João começou a pregar, dizendo:
«Vai chegar depois de mim
quem é mais forte do que eu,
diante do qual eu não sou digno de me inclinar
para desatar as correias das suas sandálias.
Eu baptizo na água,
mas Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo».
Sucedeu que, naqueles dias,
Jesus veio de Nazaré da Galileia
e foi baptizado por João no rio Jordão.
Ao subir da água, viu os céus rasgarem-se
e o Espírito, como uma pomba, descer sobre ele.
E dos céus ouviu-se uma voz:
«Tu és o meu Filho muito amado,
em Ti pus toda a minha complacência».


RessonânciasBapt77
Jesus é o Filho ("o Servo de Javéh)" enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito do Senhor, e cuja missão é realizar a libertação dos homens.

O Baptismo de Jesus foi acompanhado de três acontecimentos:
– "O céu abriu-se..." – Deus encerrou o seu silêncio; abriu o seu coração e voltou a ser amigo dos homens. É o momento da reconciliação entre o céu e a terra, entre Deus e o homem.
– "O Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal de pomba..." – faz-nos relembrar o dilúvio, quando o céu estava fechado e a pomba com o raminho de oliveira foi o sinal de que a paz havia sido restabelecida.
– "E do céu fez-se ouvir uma voz..." – há mais de 300 anos que o povo não ouvia a voz de Deus pelos profetas. Ao enviar o Espírito sobre Jesus, Deus voltou a falar com os homens. Era a Trindade presente comemorando o grande acontecimento.

Precisava Jesus de receber o Baptismo?
É claro que não. João até nem queria baptizar Jesus. Mas Jesus desejava mostrar que a sua actividade, que estava a iniciar, seria a continuação daquilo que João Baptista já estava a anunciar.
O Baptismo de João não era sacramento. Mas um rito de iniciação à Comunidade Messiânica. Renunciava-se ao pecado, convertia-se a uma vida nova e passava-se a integrar a Comunidade do Messias. Era uma antecipação do Baptismo cristão, na "água e no Espírito".

O que significa para nós o Baptismo?
– A Nicodemos, Jesus afirma: "Só se salvará quem renascer..."
– Na Ascensão, recomenda: "Ide... Baptizai..."
– São Paulo resumia as obrigações e esperanças dos cristãos: "Pelo baptismo tornamo-nos filhos de Deus."

Todos sabemos o que realiza na pessoa o baptismo: lava-nos da mancha do pecado original; dá-nos uma vida nova; torna-nos membros do Povo de Deus e da Igreja; torna-nos Filhos de Deus e herdeiros do céu.

Pelo Baptismo assumimos o compromisso de servir a Deus com fidelidade; e tudo isso se realiza através de sinais: de palavras e gestos escolhidos por Deus; de pessoas escolhidas por Deus (na Igreja).
Sabemos muitas coisas. Mas o que é que o Baptismo realmente representa na nossa vida?

Para ser cristão, basta apenas receber o Baptismo?
Ninguém duvida do valor e da eficácia do Baptismo dado às crianças. Mas será oportuno baptizar uma criança se os pais não praticam, não vivem o seu baptismo? O que importa não é marcar a data do baptismo, mas percorrer o caminho de fé. Ser cristão é muito mais do que uma cerimónia religiosa.

O Baptismo torna-nos cristãos seguidores de Cristo. Para isso é necessário Conhecer (catequese permanente); Viver (o amor, o perdão, a fraternidade); Anunciar (pela palavra, pela oração, pela acção); Ser comunidade.

"É Este é o meu filho muito amado." Essa maravilha renovou-se em cada um de nós, quando fomos baptizados. Por isso, Ele espera que conservemos essa vida divina e que possamos testemunhar essa vida nova que o Baptismo confere a cada um de nós.

Agradeçamos o grande dom do nosso Baptismo e peçamos as forças para sermos fiéis a esse compromisso que assumimos.


Baptismo do Senhor – ser bem parecido
Conta um missionário que, um dia, estava a rezar o breviário e um garoto espreitou a página e viu uma estampa com o Menino Jesus.

– Oh, que lindo! É seu filho?
– Não. Respondeu-lhe, a sorrir, o sacerdote – é meu irmão...
– Ah, está bem. Mas olhe que ele não se parece nada consigo.
– Pois é – pensou aquele missionário - durante toda a minha vida não faço outra coisa do que procurar ficar parecido com Ele.

Ainda hoje faz-se ouvir a mesma voz de Deus: Tu és meu filho muito amado. Nós somos da mesma Família de Cristo. E como diz a sabedoria popular quem sai aos seus não degenera. Através do Baptismo cada um torna-se parecido com Cristo. Ele deixou-se baptizar para Se identificar connosco e para santificar aquelas águas pelas quais um dia havíamos de passar. Agora é tempo de nos tornarmos parecidos com Ele, nas palavras, nas obras, na vida e no caminhar. É por isso que rezamos nesta Festa do Baptismo do Senhor: já que Cristo se manifestou aos homens na realidade da nossa natureza, que saibamos reconhecê-lo exteriormente semelhante a nós para sermos por Ele interiormente renovados.

Precisamos muito de alguém que seja em tudo parecido com Cristo.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

Na Festa do Baptismo do SenhorBapt76

Neste Domingo do Baptismo do Senhor, os céus abrem-se novamente porque Deus tem urgência em amar.
Ele está impaciente em abrir os seus braços num infinito abraço que nos acolhe. E o Evangelho conta-nos que Jesus se imerge no rio da frágil humanidade: o Filho de Deus faz-se irmão. E ali, a todos nós irmãos, Deus faz-nos filhos predilectos e amados.

Há aberturas que nós também podemos fazer. Há pontes que devemos estabelecer. Cada um de nós também pode abrir o Céu ao irmão. Temos ao nosso alcance o segredo para os maiores milagres, quando conseguimos olhar o outro, com sincero encanto, e declarar-lhe: "tu és amado!", "tu és amada!"

Senhor, de ténue esperança e persistente ansiedade,
pinto cada página da minha busca.

Nas manchas entranhadas do pecado em mim,
há um grito que me lança para Ti,
no desejo de arrependimento, de purificação e da liberdade do sentir.
Só o Teu abraço me faz digno de ser teu,
só o fogo do teu Espírito me ensina a orar,
a escutar, a estar contigo.
Em Ti descubro as cores desafiantes do amor,
da entrega, da abertura aos outros.
Preciso de olhar o céu e escutar de coração aberto:
Tu és meu filho muito amado!


O teu desafio é mergulhar!
A palavra Baptismo significa mergulho. Por isso, hoje, o teu desafio é mergulhar!
Se tantas vezes vives a vida à superfície, sem arriscar ir ao interior, na margem, passando apenas pela tangente das coisas, hoje é o dia para, com Jesus, mergulhares, e ressurgires renovado pela força do seu Amor.
Talvez o interior não tenha apenas coisas belas! Haverá, talvez, manchas para limpar, feridas para curar, nós que é preciso desatar, pecados para perdoar. Mas ficar à superfície é perder a ocasião de ir mais fundo e descobrir o INFINITO AMOR, d'Aquele que, em Jesus, te fez seu Filho.
Mergulhar é a oportunidade de descobrires que a tua vida é sustentada por esse amor maior que tudo, que Ele te impele a caminhar sem medo, que te confere um dignidade intocável. Por isso, como Jesus, reza ao Pai e deixa que o Espírito inunde a tua vida.
És filho de Deus, filho muito amado! Nada pode apagar isso, nada o pode destruir. Vive segundo a grandeza desse AMOR que te habita!

DIGNIDADE DO BAPTISMObaptismo2

«O Baptismo, porta da vida e do reino, é o primeiro sacramento da nova lei, que Cristo propôs a todos para terem a vida eterna (Cf. Jo 3, 5), e, em seguida, confiou à sua Igreja, juntamente com o Evangelho, quando mandou aos Apóstolos: «Ide e ensinai todos os povos, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19). Por essa razão, o Baptismo é, em primeiro lugar, o sacramento daquela fé pela qual os homens, iluminados pela graça do Espírito Santo, respondem ao Evangelho de Cristo. Assim, não há nada que a Igreja deseje tanto, nem missão que considere mais própria de si do que despertar a todos, catecúmenos, pais das crianças a baptizar e padrinhos, para esta fé verdadeira e activa pela qual, aderindo a Cristo, iniciam ou confirmam o pacto da nova aliança. A esse fim se ordenam, de facto, quer a formação pastoral dos catecúmenos e a preparação dos pais, quer a celebração da palavra de Deus e a profissão de fé baptismal.

Além disso, o Baptismo é o sacramento pelo qual os homens se tornam membros do corpo da Igreja, edificados uns com os outros em morada de Deus no Espírito (Cf. Ef 2, 22), e em sacerdócio real e povo santo (Cf. 1Pe 2, 9); é também o vínculo sacramental da unidade que existe entre todos os que são assinalados por ele (Vaticano II, Unitatis redintegratio, n. 22).

Em razão desse efeito imutável, que a própria celebração do sacramento na liturgia latina manifesta, quando os baptizados são ungidos com o Crisma na presença do povo de Deus, o rito do Baptismo é tido na maior estima por todos os cristãos, e a ninguém é lícito repeti-lo uma vez celebrado, validamente, ainda que pelos irmãos separados.

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O Baptismo, banho de água acompanhado da palavra da vida (Cf. Ef 5, 26), limpa os homens de toda a mancha de culpa, tanto original como pessoal, e torna-os participantes da natureza divina (Cf. 2Pe 1,4) e da adopção de filhos. (Cf. Rom 8,15; Gal 4, 5) Com efeito, o Baptismo, como se proclama nas orações da bênção da água, é o banho de regeneração dos filhos de Deus (Cf. Tit 3, 5) e do seu nascimento do alto. A invocação da Santíssima Trindade sobre os baptizandos faz com que estes, marcados pelo seu nome, Lhe sejam consagrados e entrem em comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Para essa dignidade tão sublime preparam e a ela conduzem as leituras bíblicas, a oração da assembleia, e a tríplice profissão de fé.

Superando de longe as purificações da antiga lei, o Baptismo produz estes efeitos pela força do mistério da Paixão e Ressurreição do Senhor. Na verdade, os que são baptizados, são configurados com Cristo por morte semelhante à sua, sepultados com Ele na morte, (Cf. Rom 6,5.4) também n'Ele são restituídos à vida e juntamente com Ele ressuscitam. (Cf. Ef 2, 5.6) No Baptismo, nada mais se comemora e realiza senão o mistério pascal, enquanto nele os homens passam da morte do pecado para a vida. Por isso, na sua celebração, sobretudo quando esta se realiza na Vigília pascal ou em dia de domingo, é necessário que se torne manifesta a alegria da ressurreição.»

(Ritual do Baptismo das crianças, nn. 3-6)

 

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