PARÓQUIA S. MIGUEL DE QUEIJAS

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XXIV Domingo do Tempo Comum - A

70x7«Perdoa a ofensa do teu próximo e quando pedires, as tuas faltas serão perdoadas.» Assim refere a primeira leitura deste Domingo. A vingança pode ser uma tendência instintiva natural, fruto de uma natureza ainda não suficientemente dominada e educada. Mas, a compreensão das faltas dos outros e o perdão são atitudes fundamentais para o coração de quem olha para os outros como gostaria que Deus olhasse para si. Já no Antigo Testamento, os homens de Deus assim pensavam.

No Evangelho, perante a interpelação de Pedro, Jesus responde: «Não te digo que perdoes até sete vezes, mas até setenta vezes sete.» O perdão das ofensas é atitude fundamental para o discípulo de Cristo. Este perdão não tem limites, vai até ao que se possa imaginar. O número sete tem uma certa ideia de plenitude, de totalidade. Mas Jesus, para indicar que o perdão deve ser sem limites, ainda o multiplica por setenta: setenta vezes sete, isto é, sempre.

É assim que se manifesta o amor de Deus em nós e nos interpela continuamente. Por isso S. Paulo, na segunda leitura, sublinha: «Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor.» É preciso viver, tendo sempre o sentido do amor e do perdão em toda a nossa vida. Só assim a vida e a morte têm sentido e nos enchem de paz e de alegria.


Primeira Leitura (Sir 27, 33 – 28, 9)
Leitura do Livro de Ben-Sirá

O rancor e a ira são coisas detestáveis,
e o pecador é mestre nelas.
Quem se vinga sofrerá a vingança do Senhor,
que pedirá minuciosa conta de seus pecados.
Perdoa a ofensa do teu próximo e,
quando o pedires, as tuas ofensas serão perdoadas.
Um homem guarda rancor contra outro
e pede a Deus que o cure?
Não tem compaixão do seu semelhante
e pede perdão para os seus próprios pecados?
Se ele, que é um ser de carne, guarda rancor,
quem lhe alcançará o perdão das suas faltas?
Lembra-te do teu fim e deixa de ter ódio;
pensa na corrupção e na morte, e guarda os mandamentos.
Recorda os mandamentos
e não tenhas rancor ao próximo;
pensa na aliança do Altíssimo
e não repares nas ofensas que te fazem.


SALMO RESPONSORIAL – Salmo 102 (103)
Refrão: O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

Ele perdoa todos os teus pecados
e cura as tuas enfermidades.
Salva da morte a tua vida
e coroa-te de graça e misericórdia.

Não está sempre a repreender,
nem guarda ressentimento.
Não nos tratou segundo os nossos pecados,
nem nos castigou segundo as nossas culpas.

Como a distância da terra aos céus,
assim é grande a sua misericórdia para os que O temem.
Como o Oriente dista do Ocidente,
assim Ele afasta de nós os nossos pecados.


Segunda Leitura (Rom 14, 7-9)
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos

Irmãos:
Nenhum de nós vive para si mesmo
e nenhum de nós morre para si mesmo.
Se vivemos, vivemos para o Senhor,
e se morremos, morremos para o Senhor.
Portanto, quer vivamos quer morramos,
pertencemos ao Senhor.
Na verdade, Cristo morreu e ressuscitou
para ser o Senhor dos vivos e dos mortos.


Evangelho (Mt 18, 21-35)
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe:
«Se meu irmão me ofender,
quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?».
Jesus respondeu:
«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei
que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo de começo,
apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar,
o senhor mandou que fosse vendido,
com a mulher, os filhos
e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida.
Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo:
'Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei'.
Cheio de compaixão, o senhor daquele servo
deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou
um dos seus companheiros que lhe devia cem denários.
Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo:
'Paga o que me deves'.
Então o companheiro caiu a seus pés
e suplicou-lhe, dizendo:
'Concede-me um prazo e pagar-te-ei'.
Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender,
até que pagasse tudo quanto devia.
Testemunhas desta cena,
os seus companheiros ficaram muito tristes
e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido.
Então, o senhor mandou-o chamar e disse:
'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias,
porque mo pediste. Não devias, também tu,
compadecer-te do teu companheiro,
como eu tive compaixão de ti?'.
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos,
até que pagasse tudo o que lhe devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste,
se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».


RessonânciasPapa_Aliagca1

Esta parábola é uma catequese sobre a misericórdia de Deus. Mostra-nos como, na perspectiva de Deus, o perdão é sem limites, total e absoluto. Depois, interpela-nos a analisar as nossas atitudes para com os irmãos que erram.
(A foto ao lado espelha bem esta mensagem: João Paulo II, vítima de atentado a 13-05-1981, na Praça de S. Pedro, vai à prisão visitar o seu agressor, Ali Agca, e concede-lhe o seu perdão.)

Consequências: o testemunho de Jesus – "amar até os inimigos"; no pai-nosso – "perdoai, como nós perdoamos"; nas bem-aventuranças – "bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia"; diante do altar – "vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão."; no Filho Pródigo – o Pai misericordioso que perdoa com alegria; na cruz – "Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem."

Motivos para perdoar:
– Deus perdoa-nos, na mesma medida com que nós perdoamos.
– O amor é o distintivo do cristão e, às vezes, o amor só é possível através do perdão. Quantos casais se desfazem por falta de perdão? Quantos filhos abandonam a família por falta de perdão? Quantas pessoas deixam a comunidade por falta do perdão e do acolhimento?
– O Perdão ajuda a romper o círculo vicioso do ódio e da vingança.

Perdoar não é apenas deixar de se vingar ou ceder sempre aos que nos ofendem, é antes estar disposto a ir ao encontro, a estender a mão, a recomeçar o diálogo, a dar outra oportunidade.
– E nós, como Pedro, contamos quantas vezes? Uma vez sim, duas não...

– "Perdoo, mas não esqueço; não falo; não o visito mais." Será esse o perdão generoso e de coração, esperado por Deus?
– Na Parábola, o servo que não perdoou foi para a prisão. A falta de perdão tem consequências pesadas para quem não perdoa. Costuma provocar uma vida azeda e angustiante. Só o perdão alivia e restitui a alegria. É a chamada terapia do perdão.

Qual é a nossa atitude diante do perdão?
– Temos humildade para pedir o perdão?
– Demonstramos alegria e gratidão diante de um perdão recebido?
– Somos generosos em oferecer o nosso perdão?

Sabemos que é difícil perdoar. Contudo, vale a pena não desistir. Quem faz a experiência do perdão de Deus e envolve-se na lógica da misericórdia, deixa-se transformar por Ele e assume com os irmãos uma atitude diferente, uma atitude marcada pela bondade, pela compreensão, pelo acolhimento, pela misericórdia, pelo Amor.

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Amando e perdoando, abriremos espaço para um mundo melhor acontecer. Não há nada mais belo do que encontrarmos uma pessoa que não paga o mal com o mal!
Tal criatura, não obstante ser sensível como todas as pessoas normais, consegue ultrapassar todo o género de maus tratos. Afrontas, injúrias, calúnias e mesmo agressões físicas, não a demovem do propósito de compreender e de amar.
Perante uma tempestade de palavras ofensivas e de atitudes injustas, não sem grande mágoa, apercebe-se de que a outra pessoa precisa é de compreensão e de amor.
As atitudes agressivas contra nós têm sempre uma explicação. Podem resultar de complexos pessoais, familiares ou sociais. Podem ser devidas a ignorância, falta de fé e má formação.
Ora, tudo isto deve lembrar a quem é cristão o grande exemplo de Jesus, quando disse: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem.” (Lc 23,24)

ORAÇÃO:
Bendizemos-Te, Senhor nosso Deus, porque morrendo na cruz,
mostraste-nos todo o amor, perdão e misericórdia
que o Teu coração de Pai abriga para nós, os teus filhos.
Assim é possível que nos perdoemos como Tu nos perdoas,
sem número limite de vezes, nem medida para o perdão.
Ensina-nos, Senhor, a viver cada dia segundo o teu Espírito,
de tal modo que o nosso perdão aos irmãos que nos ofendem
seja para todos os outros um sinal do teu amor e da tua reconciliação.
Assim mereceremos herdar a bem-aventurança de Jesus:
«Ditosos os misericordiosos que sabem amar e perdoar,
porque alcançarão misericórdia, amor, e perdão».
Amen.

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Perdoar é elevarConf1

Um miúdo acompanhou a sua avó quando esta foi à igreja confessar-se. Era um templo moderno, com confessionários acolhedores e práticos: uma luz verde para mostrar que estava livre, outra vermelha quando ocupado. À saída o neto perguntou:
— Então a avó não teve medo de subir naquele elevador?

— Qual elevador?

— Aquele onde a avó se ajoelhou dentro da igreja.

Bem se esforçou aquela mulher em explicar que não era nenhum elevador... mas não sei se o miúdo ficou convencido. Só sei que a partir daí eu sempre encarei a confissão como um acto de elevação.

Quem é perdoado, num gesto concreto de arrependimento, eleva-se até ao céu. Quantas vezes devo perdoar? Tantas vezes quantas eu preciso de ser perdoado. A parábola deste Domingo mostra que quem não perdoa é porque não soube acolher o perdão que os outros lhe davam.

Perdoar 70 X 7, isto é, sempre:
- Porque se errar é humano, perdoar é divino.
- Porque a única medida do perdão é perdoar sem medida.
- Porque quem ama perdoa e quem perdoa ama.
- Porque, por incrível que pareça, cada pessoa é susceptível de mudança.
- Porque posso condenar o pecado mas nunca o pecador.

Só assim elevar-me-ei até ao céu através desse ascensor que é o perdão.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

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