PARÓQUIA S. MIGUEL DE QUEIJAS

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XIX Domingo do Tempo Comum - A

Pedro1A Palavra de Deus deste Domingo tem como tema fundamental a revelação de Deus. Fala-nos de um Deus que nos estende a mão e percorre connosco os caminhos da história. Não se pode atravessar o mar da vida sem estar sujeito a tempestades. Mas se Cristo vai connosco, nada há a temer. Ele passa na brisa suave; é preciso reconhecê-l'O.

A primeira leitura convida os crentes a regressarem às origens da sua fé e do seu compromisso, a caminharem ao encontro do Deus da comunhão e da Aliança; e garante que o crente não encontra esse Deus nas manifestações espectaculares, mas na humildade, simplicidade e interioridade.

A segunda leitura sugere que Deus tem uma proposta de salvação que oferece a todos e convida-nos a estarmos atentos às suas manifestações e a não perdermos as oportunidades de salvação que Ele nos oferece.

O Evangelho apresenta-nos uma reflexão sobre a caminhada histórica dos discípulos, enviados à "outra margem" a propor aos homens o banquete do Reino. Nessa "viagem", a comunidade do Reino não está sozinha, o Deus do amor e da comunhão vem ao seu encontro, estende-lhes a mão, dá-lhes força para vencer a adversidade, a desilusão, a hostilidade do mundo. Os discípulos são convidados a reconhecê-l'O, a acolhê-l'O e a aceitá-l'O como "o Senhor".


Primeira Leitura (1Re 19,9a.11-13a)
Leitura do Primeiro Livro dos Reis

Naqueles dias,
o profeta Elias chegou ao monte de Deus, o Horeb,
e passou a noite numa gruta.
O Senhor dirigiu-lhe a palavra, dizendo:
«Sai e permanece no monte à espera do Senhor».
Então, o Senhor passou.
Diante d'Ele, uma forte rajada de vento
fendia as montanhas e quebrava os rochedos;
mas o Senhor não estava no vento.
Depois do vento, sentiu-se um terramoto;
mas o Senhor não estava no terramoto.
Depois do terramoto, acendeu-se um fogo;
mas o Senhor não estava no fogo.
Depois do fogo, ouviu-se uma ligeira brisa.
Quando o ouviu, Elias cobriu o rosto com o manto,
saiu e ficou à entrada da gruta.


Salmo Responsorial – Salmo 84 (85)
Refrão: Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor e dai-nos a vossa salvação.

Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a quantos de coração a Ele se convertem.
A sua salvação está perto dos que O temem
e a sua glória habitará na nossa terra.

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
A fidelidade vai germinar da terra
e a justiça descerá do Céu.

O Senhor dará ainda o que é bom
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
A justiça caminhará à sua frente
e a paz seguirá os seus passos.


Segunda Leitura (Rom 9,1-5)
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos

Irmãos:
Eu digo a verdade, não minto,
e disso me dá testemunho a consciência no Espírito Santo:
Sinto uma grande tristeza e uma dor contínua no meu coração.
Quisera eu próprio ser separado de Cristo
por amor dos meus irmãos,
que são do mesmo sangue que eu, que são israelitas,
a quem pertencem a adopção filial, a glória, as alianças,
a legislação, o culto e as promessas,
a quem pertencem os Patriarcas
e de quem procede Cristo segundo a carne,
Ele que está acima de todas as coisas,
Deus bendito por todos os séculos. Amen.


Evangelho (Mt 14,22-33)
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Depois de ter saciado a fome à multidão,
Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco
e a esperá-l'O na outra margem,
enquanto Ele despedia a multidão.
Logo que a despediu,
subiu a um monte, para orar a sós.
Ao cair da tarde, estava ali sozinho.
O barco ia já no meio do mar,
açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
Na quarta vigília da noite,
Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar,
assustaram-se, pensando que fosse um fantasma.
E gritaram cheios de medo.
Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo:
«Tende confiança. Sou Eu. Não temais».
Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor,
manda-me ir ter contigo sobre as águas».
«Vem!» – disse Jesus.
Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas,
para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se,
gritou: «Salva-me, Senhor!»
Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o.
Depois disse-lhe:
«Homem de pouca fé, porque duvidaste?»
Logo que saíram para o barco, o ventou amainou.
Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus,
e disseram-Lhe:
«Tu és verdadeiramente o Filho de Deus».


Ressonâncias

Senhor nosso Deus e nosso Pai, que nos aceitas como somos,
confessamos-Te que são múltiplos os medos e as angústias que nos invadem
ao sentirmos na noite a força do vento e a violência do mar:
– medo e desconfiança em nós mesmos;
– medo das pessoas e da vida;
– medo do amanhã e da morte;
– medo da decisão e de nos equivocarmos;
– medo de tudo...
Então ouvimos a voz quente do Teu Filho, Jesus Cristo, que nos anima:
«Coragem, Eu estou convosco, não tenhais medo, não duvideis!».

Obrigado, Senhor!
Dá-nos a tua mão para continuarmos a aventura da fé,
avançando para lá das nossas seguranças mesquinhas,
sem outro ponto de apoio a não ser uma absoluta confiança em Ti. Amen.

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Salva-nos, Senhor, no meio das tormentas deste navegar em que nos encontramos.
Anima a nossa fé débil que não fica alerta, que tantas vezes se acomoda e que “se deixa ir na onda”.
Vem em auxílio da nossa presunção que acha que tudo pode experimentar, que tudo pode controlar!
Estende-nos a tua mão segura onde esperamos cada recomeço, cada regresso humilde à tua barca.
Acolhe-nos, Senhor, e ensina-nos a navegar com a confiança de estares sempre presente!

Confiemos ao poder de Jesus os nossos medos, as nossas inseguranças, bem como o nosso esforço.


A Voz do Silênciosilencio

O Profeta Elias procurava o Senhor e pensava que ia encontrá-lo através de manifestações extraordinárias. Afinal, Deus estava na brisa ligeira, quase despercebido. A voz do Senhor fez-se ouvir, não sob os sinais majestosos das teofanias, mas na meditação silenciosa da Sua Palavra inspirada.

Não são as grandes tempestades que levam o agricultor a esperar grandes colheitas; são as chuvas calmas e constantes que descem ao fundo das raízes. As grandes chuvadas só estragam e estraçalham as lavouras.
Não são os gritos que fazem os bons amigos; são a conversa tranquila, as histórias, as recordações.
Não são os vendavais que distribuem o pólen de flor em flor; são os insectos, as borboletas, as abelhas, na brisa suave.
Não são as discussões que edificam uma família; são as palavras criteriosas da mãe que entram no coração dos filhos e fazem crescer a paz e o bem no lar.

As melhores preces são aquelas que proferimos em voz calma ou silenciosamente. O orador que esbraveja não comove. As grandes ideias não são fruto do barulho mas da reflexão. "O silêncio é um dos meios mais fecundos da perfeição" — disse-nos o Pe. Dehon.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

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