PARÓQUIA S. MIGUEL DE QUEIJAS

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XVIII Domingo do Tempo Comum - A

Eucar23A Palavra de Deus deste Domingo apresenta-nos o convite que o Senhor nos faz para nos sentarmos à Sua mesa, onde nos oferece gratuitamente o alimento que sacia a nossa fome de vida, de felicidade, de eternidade.

Na primeira leitura, Deus convida o seu Povo a deixar a terra da escravidão e a dirigir-se ao encontro da terra da liberdade — à nova Jerusalém onde reina a justiça, o amor e a paz. Aí, Deus saciará definitivamente a fome do seu Povo e oferecer-lhe-á gratuitamente a vida em abundância, a felicidade sem fim.

A segunda leitura é um hino ao amor de Deus pelos homens. É esse amor — do qual nenhum poder hostil nos pode afastar — que explica porque é que Deus enviou o seu próprio Filho ao mundo, para todos convidar para o Seu banquete.

O Evangelho apresenta-nos Jesus, o novo Moisés, cuja missão é realizar a libertação do Seu Povo. No contexto de uma refeição, Jesus mostra aos seus discípulos que é preciso acolher o pão que Deus oferece e reparti-lo com toda a humanidade. É dessa forma que os membros da comunidade do Reino se afastarão da escravidão do egoísmo de forma a alcançar a liberdade do amor.


Primeira Leitura (Is 55,1-3)
Leitura do Livro de Isaías

Eis o que diz o Senhor:
"Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas.
Vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei.
Vinde e comprai, sem dinheiro e sem despesa, vinho e leite.
Porque gastais o vosso dinheiro naquilo que não alimenta
e o vosso trabalho naquilo que não sacia?
Prestai-Me atenção e vinde a Mim;
escutai e a vossa alma viverá.
Firmarei convosco uma aliança eterna,
com as graças prometidas a David.


Salmo Responsorial – Salmo 144 (145)
Refrão: Abris, Senhor, as vossas mãos e saciais a nossa fome.

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

Todos têm os olhos postos em Vós
e a seu tempo lhes dais o alimento.
Abris as vossas mãos
e todos saciais generosamente.

O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.


Segunda Leitura (Rom 8,35.37-39)
Leitura da Epístola de S. Paulo aos Romanos

Irmãos:
Quem poderá separar-nos do amor de Cristo?
A tribulação, a angústia, a perseguição,
a fome, a nudez, o perigo ou a espada?
Mas em tudo isto somos vencedores,
graças Àquele que nos amou.
Na verdade, eu estou certo de que nem a morte nem a vida,
nem os Anjos nem os Principados,
nem o presente nem o futuro,
nem as Potestades nem a altura nem a profundidade
nem qualquer outra criatura
poderá separar-nos do amor de Deus,
que se manifestou em Cristo Jesus, Nosso Senhor.


Evangelho (Mt 14,13-21)
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Mateus

Naquele tempo,
quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto,
retirou-Se num barco para um local deserto e afastado.
Mas logo que as multidões o souberam,
deixando as suas cidades, seguiram-n'O a pé.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão
e, cheio de compaixão, curou os seus doentes.
Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus
e disseram-Lhe:
"Este local é deserto e a hora avançada.
Manda embora toda esta gente,
para que vá às aldeias comprar alimento".
Mas Jesus respondeu-lhes:
"Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer".
Disseram-Lhe eles:
"Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes".
Disse Jesus: "Trazei-mos cá".
Ordenou então à multidão que se sentasse na relva.
Tomou os cinco pães e os dois peixes,
ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção.
Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos
e os discípulos deram-nos à multidão.
Todos comeram e ficaram saciados.
E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos.
Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens,
sem contar mulheres e crianças.


Ressonânciaspaes

As Liturgia da Palavra de hoje reafirma-nos 3 verdades:
1. Deus convida-nos todos para o Banquete do Reino. Os que vivem à margem da vida e da história; os que têm fome de amor e de justiça; os que vivem mergulhados no desespero; os que o mundo condena e marginaliza; os que não têm pão na mesa, nem paz no coração. Todos são convidados para a Mesa do Reino.

2. Jesus compromete-nos com a fome do mundo. A fome é companheira cruel de muitos filhos de Deus. Quase dois terços da humanidade passa fome. Os apóstolos encontram a solução mais fácil: "Manda embora toda esta gente...". Jesus não fica na mera compaixão: cura os doentes, ilumina o povo com a sua palavra, partilha com eles o pão, entrega-se pessoalmente a todos eles como o Pão da Vida.
Quando os Apóstolos falam em comprar, Jesus manda dar: "Dai-lhe vós mesmos de comer..."
Nós também somos responsáveis pela fome no mundo. Nenhum cristão pode ficar alheio a essa triste realidade!... E o problema da fome no mundo também não se resolve apenas com programas de assistência social, mas com a partilha, com o amor.
O milagre da partilha pode acontecer na medida em que todos saibam dar do pouco que têm. Não se trata tanto da quantidade, mas da generosidade que permite a realização do milagre. E o milagre da partilha não se fecha nas coisas materiais. Muitos necessitam um pouco do nosso tempo, de um olhar, de um abraço, de uma visita...

3. Jesus convida-nos a sentarmo-nos à mesa e recebermos o Pão que Ele oferece. A narração tem um contexto eucarístico. Sentar-se à mesa com Jesus é comprometer-se com a dinâmica do Reino e é assumir a lógica da partilha, do amor, do serviço. Celebrar a Eucaristia obriga-nos a lutar contra as desigualdades, os sistemas de exploração, os esbanjamentos (recolheu as sobras...).
Quando celebramos a Eucaristia, tornamos Jesus presente no mundo, fazendo com que o seu Reino se torne uma realidade viva na história.

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Bendizemos-Te, Deus dos pobres e dos esfomeados do mundo, porque Jesus se compadeceu da multidão cansada e faminta, e repartiu com abundância o pão do reino aos pobres. Ele convida para a sua mesa eucarística todos os seus filhos, como irmãos que participam do mesmo pão familiar.

Queremos celebrar dignamente a Ceia do Senhor, com um coração aberto ao amor e à fraternidade universal, partilhando a fé, o pão, e a vida com os nossos irmãos, especialmente com os mais pobres de bens e de direitos.

Dá-nos sempre Senhor, fome do pão da vida que és Tu, e sacia-nos definitivamente no banquete do Teu reino. Amen.

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Quantas fomes estão em nós, para as quais gastamos o nosso dinheiro e as nossas forças, sem nunca ficarmos saciados!
Ousemos ir até Ele e levemos-Lhe com toda a confiança o pouco que temos, seguros de que só Ele nos pode saciar.

Erguemos os olhos para Ti e damos-Te graças, Senhor, pela infinita ternura do Teu Filho Jesus.
Nós Te bendizemos pelo pão da vida que nos ofereces em cada Eucaristia que celebramos.
Nós Te pedimos pelos teus discípulos encarregados em distribuí-lo; que a tua bênção cumule as nossas refeições com a graça do teu Espírito Santo.

 


Dar-se...

Ao proclamar a frase de Jesus no Evangelho:cc061 "Dai-lhes vós de comer" — sempre tive a sensação de que Jesus pedia aos seus discípulos que se dessem às pessoas. O que elas precisavam não era só de pão para comer mas sobretudo de alguém que lhes falasse, lhes desse atenção, que as escutasse e acolhesse. Por isso os discípulos deviam oferecer-se às pessoas, antes de lhes servir o pão.

Ainda hoje nós teimamos em dar coisas às pessoas em vez de nos darmos. Isto vai contra aquilo que Jesus fez e continua a fazer. Sempre que celebramos a Eucaristia, no ofertório apresentamos no altar de Deus coisas: pão e vinho, frutos da terra e do nosso trabalho. Em troca recebemos não coisas mas o próprio Jesus, o Seu Corpo e Sangue. Ele não dá coisas, dá-se a si próprio.

Recordo um episódio ocorrido num grande Centro Comercial. Mãe e filho passeavam por entre a multidão. O miúdo vinha carregado de prendas. A mãe oferecera-lhe um livro, uma cassete, um jogo, um gelado, etc. A certa altura mostrou-se insatisfeito, nervoso até. A mãe perguntou-lhe:
— E agora o que é que queres que eu te dê?
— Eu quero que me dês a tua mão.
E assim de mãos dadas, foram passeando felizes, indiferentes a tantas prendas e a tantas maravilhas.

Quando as pessoas se dão a si próprias, nada faltará a ninguém, porque tudo o mais virá por acréscimo.

Pe. José David Quintal Vieira, scj

 

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